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Valter Hugo Mãe em Barcelos

Valter Hugo Mãe vai deslocar-se a Barcelos no próximo dia 26 de fevereiro para falar dos seus livros, a convite do Pelouro da Educação e Bibliotecas. As sessões vão decorrer na Biblioteca de que é patrono, no Centro Escolar de Barqueiros, às 14h00, e na Escola Rosa Ramalho, em Barcelinhos, às 21h00, sessão aberta a todo o público interessado.

Escritor, editor, artista plástico e cantor, desde o fim de 2012, apresenta um programa de entrevistas no Porto Canal.

Recebeu, em 2007, o Prémio Literário José Saramago, com o romance “o remorso de baltazar serapião” considerado por Saramago um verdadeiro tsunami literário e, em 2012, o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, na categoria de melhor romance, com o livro “A máquina de fazer espanhóis”.

Os seus quatro primeiros romances (“O nosso reino”, 2004, “O remorso de baltazar serapião”, 2006, “O apocalipse dos trabalhadores”, 2008 e “A máquina de fazer espanhóis”, 2010) são conhecidos como a tetralogia das minúsculas. Escritos integralmente sem letras capitais, incluindo o nome do autor, pretendiam chamar a atenção para a natureza oral dos textos e a recondução da literatura à liberdade primeira do pensamento. As minúsculas aludem também a uma utopia de igualdade. Uma certa democracia que equiparava as palavras na sua grafia para deixar ao leitor definir o que devia ou não ser acentuado.

Informações Biográficas:

Valter Hugo Mãe nasceu na cidade de Henrique de Carvalho, atual Saurimo, em Angola, em 25 de setembro de 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira e, em 1980, mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e fez uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 1999, foi cofundador da Quasi edições na qual publicou, entre outras, obras de Mário Soares, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Manoel de Barros, António Ramos Rosa, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, e Adolfo Luxúria Canibal.

Codirigiu a revista Apeadeiro, de 2001 a 2004, e, em 2006, fundou a editora Objeto Cardíaco.

Para além da escrita, tem-se dedicado ao desenho, com uma primeira exposição individual inaugurada em maio de 2007, na Galeria Símbolo, no Porto; e à música, tendo-se estreado como voz do grupo “Governo”, em janeiro de 2008, no Teatro do Campo Alegre, também no Porto.

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